Nana-o-rama


Finalmente parou de chover em São Paulo. Em boa hora. Eu já estava virando bolor. 

 

 

 



Escrito por Juliana Guido às 18h18
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É a mãe! (1)

   Eis um pequeno ensaio da doutora Maria do Carmo Lopes Ortega, advogada em Conceição do Araguaia, publicado com sua expressa autorização. Em sua carta ela propôs que eu filosofasse em cima dessa interessante frase do escritor português José Saramago. Acontece que o texto está tão bom que vamos publicá-lo do jeito em que está. Irretocável.

 

“O homem tem o péssimo hábito de tornar-se escravo daquilo que ele inventa...”

José Saramago.

 

 

   Pensamento bastante interessante pela sabedoria e extensão aplicativa. Pois veja:

   O homem inventou o carro, tornou-se escravo do automóvel, de sorte que hoje vê-se limitado pelas doenças advindas do sedentarismo crônico que tal invenção causou...

   O computador, por exemplo: sua importância está não apenas na agilidade relativa que proporciona na execução das mais variadas tarefas – relativa porque sem mais nem menos ele é acometido de “tilts” ou panes, ou vírus que simplesmente nos imobilizam diante deles – e mais exatamente na possibilidade de relacionamento com o mundo...

   E quantas e quantas invenções foram criadas que, literalmente, o escravizam?

   Veja que o mal, em minha opinião, não é a invenção em si, se partirmos do pressuposto que o ser humano tende a inventar coisas a partir de algum tipo de necessidade.

   No entanto, e cada vez mais, estamos mais solitários, como que jogados num vazio, presos no trânsito ou na falta de expressão da tela, fechados numa infinita ausência de inter-relacionamentos pessoais...

   O problema, no meu modo de pensar, é o fascínio que tais inventos passam a exercer sobre as pessoas.

   Esse fascínio que enfatiza o modus vivendi do ser humano atual, acaba por distanciá-lo ainda mais de todos os relacionamentos humanos!

   Interessante pensar nisso, não é mesmo?

   Evidentemente que a influência que tais inventos provocam são muito mais agudos nas grandes cidades. Em rincões onde até mesmo a internet ainda é acessada esporadicamente, “à manivela” ou aqueles em que tem-se um resguardo da natureza, as pessoas escravizam-se menos, pois a natureza tem o poder de comungar com o homem e instiga o ser humano ao convívio, ao toque, às amizades...

   As pessoas que vivem mais próximas à natureza tendem a ser mais silenciosas – barulhos, sons musicais agressivos, solidão comunitária são características dos “civilizados” – justamente pela falta de conversa, medo, desconfiança e contato realmente humano com o outro.

   Veja a publicidade, por exemplo: uma de suas definições é que “a publicidade é a arte de criar (inventar) necessidades”...

   Então vieram os shopping centers: imensos espaços contendo centenas de lojas e serviços lotados de gente passeando, cada um fechado em seu casulo civilizado... Resta, então, comprar – de preferência com cartão de crédito – produtos mais caros e melhores que o comprador ao lado, sob pena de sentir-mo-nos o último dos moicanos na pobreza...

(segue)



Escrito por Juliana Guido às 18h09
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É a mãe! (2)

   Bom pensar nas invenções e sua relação com a escravização do ser humano.

   Um pensamento desse chama-nos à reflexão da necessidade de repensar nossa vida como um todo: até onde estou me deixando escravizar pelas novas e constantes invenções? Estou feliz assim? Sou uma pessoa melhor? O que, ou em que posso mudar?

   Talvez essa análise resulte na eliminação de vários sintomas compulsivos, fobias, neuroses e que tais, responsáveis por tantos prejuízos físicos e psicológicos que são crônicos nos dias de hoje. Que tal olhar para si mesmo? De forma séria e profunda?

   Jogar fora o que não presta. Mudar...

   Por experiência própria, acho que agora, aos 47 anos, voltei a ser hippie: paz e amor, dinheiro apenas o suficiente, intensos e comprometidos relacionamentos sociais e pessoais, e, principalmente, muita natureza!!!

   Hoje eu me pergunto: preciso mesmo disso que estou desejando? É desejo ou querer por querer?

   Isso me remete a um outro filósofo, Jean Cocteau, que falou: “é preciso muito tempo para começar a ser jovem!”

 

 

Maria do Carmo.

 



Escrito por Juliana Guido às 18h06
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Saudações tricolores

 

  Eu sei que é maldade (meu avô ficou escandalizado com o trocadilho) mas não deu para resistir. Mais um feriado de Porcos Tristes, hein?

 



Escrito por Juliana Guido às 18h05
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Memorial de execução da obra (1)

 

   A foto acima é de hoje e é a primeira de uma série de fotos a serem tiradas com uma determinada periodicidade e sempre do mesmo ângulo – a janela de meu quarto, sentada na quina da cama. Estão começando a construir um prédio de 26 andares quase ao lado de casa. Além de ser uma nova, incômoda e agressiva intromissão totalmente fora de escala num bairro ainda com a predominância de casas e sobrados (mas que raio de zoneamento é esse?), que vai deixar a área parecendo aquelas cidades do interior que só têm um prédio no centro, vai tirar quase toda a vista que tenho da janela. E, o mais chato, impedir que eu me troque no quarto sem fechar a cortina... Então registremos a vista enquanto ela ainda existe.



Escrito por Juliana Guido às 18h04
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Portrait of a woman

 

   Este é um auto-retrato da autora do blog, tirado no dia 24/05/2005.

 

   PS – Giosa, até que ficou um cutout bacaninha, não? 

 



Escrito por Juliana Guido às 18h02
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Escrito por Juliana Guido às 18h01
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Pequena declaração dos novos direitos e deveres do ser humano

 

        Considerando que a imperfeição é inerente à condição humana e que este planeta é, no fim das contas, um grande campo para o aprendizado, estabelecemos:

        Todo ser humano tem o direito às condições que propiciam seu desenvolvimento físico, material e espiritual. E o dever de fazer o melhor do que lhe foi dado. E de buscar o melhor para si.

        Todo ser humano tem direito à felicidade e sua causa, sabendo que a tristeza e a dor também fazem parte do caminho. E que não é nenhum demérito estar triste, mesmo num mundo que prega a ditadura da felicidade.

Todo se humano tem direito às suas pequenas idiossincrasias e incoerências, desde que elas não contrariem sua própria consciência.

     Todo ser humano pode surtar de vez em quando. Ter um chilique legal, au grand complet. Não é nenhum crime. Mas também deve estar preparado para reconhecer o excesso e pedir perdão. E tomar cuidado para que não vire uma constante – nesse caso, deve procurar ajuda.

Todo ser humano tem o direito de amar. E de manifestar esse amor. Quanto a realizá-lo, já são outros quinhentos. Tudo nesse mundo é interdependente. Nada acontece por si só, mas necessita de outros fatores, internos e externos, para propiciar essa realização. Mas isso não impede que esse amor seja vivido de maneira profunda.

Todo ser humano tem o direito à sua mais estrita intimidade. De propagar apenas o que lhe é interessante. E resguardar aquilo que não interessa a ninguém. E ninguém tem nada com isso, mesmo.

Todo ser humano tem o direito de gostar do que realmente lhe agrada, mesmo que o resto do mundo diga que isso é inconveniente, cafona, ou que não está na moda. Sendo assim, ouvir Roberto Carlos não é crime no mundo dominado pela porcaria eletrônica e pelas festas no apê da vida.

Todo ser humano deve ser o que lhe agrada, mesmo que sua forma não esteja na moda. O único critério é o seu próprio. Assim, todo ser humano tem o dever de mudar em si o que não lhe agrada, mas por si mesmo, não para se enquadrar num padrão alienígena imposto por outros.

Todo ser humano tem o dever de viver sua fé – ou falta de fé – com coerência e sem ser importunado se sua fé – ou falta de fé – vai contra o senso comum. Tem o direito de não se fanatizar por algum fenômeno religioso-midiático em voga. Aliás, tem o dever de não se fanatizar. Porque a religião é como um remédio: se mal usada pode virar uma droga, tão ruim ou pior que as “ilícitas”.

Todo ser humano deve ter a chance de fazer o que gosta. Quando as circunstâncias não permitem que ele se realize no que sempre sonhou, ou pior, quando se é obrigado a trabalhar no que não gosta, deve-se buscar outras formas de realização – um hobby, distração ou qualquer coisa que se ame muito fazer, e que faça bem para sua alma e seu humor. E há que levá-la a sério, porque não se deve fazer nada nessa vida pela metade.

Falando nisso, todo ser humano tem o direito e o dever de viver com paixão e intensidade. De buscar seus sonhos.

Em síntese. Todo ser humano tem o direito e o dever de ser ele(a) mesmo. Mesmo remando contra a maré. Às vezes isso demanda um esforço sobre-humano. Mas não conhecemos ninguém que tenha vivido de acordo com este pequeno opúsculo – que não deve ser nem tão original assim porque manifesta exatamente a maneira de viver de muitas pessoas – que tenha se arrependido disso.



Escrito por Juliana Guido às 11h54
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Profissão de fé

 

      Esta imagem foi escaneada do livro “Minha Arquitetura” (ed. Revan) e ilustra a síntese mais perfeita do pensamento – e prática - de um ser humano admirável que adotou para si todos os princípios do texto acima: Oscar Niemeyer. Ele sempre diz essa frase, em todas as ocasiões. E ela é fantástica. Simples e belíssima. Niemeyer foi prejudicado muitas vezes em sua vida por levá-la tão a sério. Mas não há outro jeito, nesse caso é oito ou oitenta, mesmo. E ele não morreu por isso. Muito pelo contrário, aos 97 anos está cheio de novos projetos: recentemente foi convidado para fazer uma piscina pública na Alemanha, vai fazer uma escultura para o ano Brasil-França a ser colocada em Paris e trabalha no caminho Oscar Niemeyer de Niterói, uma série de esculturas e edifícios, culminando com o já pronto (e sensacional) Museu de Arte Moderna de Niterói. E sempre absolutamente lúcido e fiel a seus princípios. Acho uma graça quando, ao ser indagado sobre a idade, diz “a velhice é uma merda!”, assim, na lata (vejam que, diferentemente do usual, não expressei o palavrão por asteriscos). A arquitetura dele é importante? É, sim. Você pode não gostar de algumas obras dele. Por exemplo, passei a faculdade inteira escandalizando meus professores ao descer a lenha em sua escala monumental, opressiva mesmo, que transforma o ser humano num substrato de pulga perto de qualquer obra dele. E ele tem coisas esquisitas, mesmo. Mais, definitivamente não foram feitas para serem práticas e funcionais. Hoje vejo que as obras dele pertencem mais ao território dos sonhos, da utopia. E a vida também é feita de sonho e utopia, coisas mais que necessárias num mundo cada vez mais globalizado, nivelado, neurótico, negando mais e mais a condição humana a cada dia que passa.  Com certeza a arquitetura do mundo e o próprio mundo se tornaram mais ricos através de Oscar Niemeyer.

      Tenho uma lista de pessoas que admiro muito. Gente que conheci pessoalmente, ou não. Gente para quem digo que quero ser como ele (ela) quando crescer. Niemeyer certamente é uma dessas pessoas.



Escrito por Juliana Guido às 11h52
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O tempora, o mores

 

 

      Eu já estava para escrever este texto há algum tempo, motivada pela sacolinha da foto, presente de Zina, colega de trabalho. É uma dessas sacolinhas de camelô que se tornaram muito comuns, sucedâneos das sacolas de loja que sempre se usaram para levar o casaco descartado com a elevação da temperatura. Essa, particularmente me chamou a atenção. A personagem que a ilustra é, traduzindo-se literalmente, o Homem-Buraco...

      A idéia que a sacolinha me despertou – falar sobre o vazio - ficou adormecida por meses, até agora de manhã. Uma matéria do Estadão me deixou alarmada. Segundo ela, os jovens estão bebendo cada vez mais. A matéria descreveu a atitude deles nos fins de semana: invadem supermercados e lojas de conveniência atrás de bebidas baratas e depois ficam nos estacionamentos, com o som dos carros tocando a porcaria das rádios do momento no último volume, bebendo e bebendo. Quando a coisa enjoa, arremessam as garrafas contra a parede – ou vidraça – mais próxima. Só por fazer. Nada tem a ver com a bebedeira inteligente, inspirada e intelectualizada que normalmente associamos a poetas românticos e a alguns advogados (perdão pelo possível pleonasmo). Não inspira, não resolve dores, não provoca o riso solto, gostoso. Não tem conteúdo algum.

      Não, eu não sou uma puritana. Não sou de beber – faço-o muito de vez em quando, um vinho, champanhe no Natal e Ano Novo, moderadamente e com prazer. Também não vejo nada de mais no ato de beber, desde que não seja uma doença. Mas a atitude desse jovens me preocupa, não pela bebedeira em si, mas no que está por trás disso. Vejo hoje que pessoas na casa dos 18, 20 anos vivem um mundo vazio, intelectual, cultural e espiritualmente falando.

      Mais vazio do que o mundo que vi quando tinha a idade deles. A conjuntura da época – digamos, dez anos atrás - era bem diferente. O mundo vivia uma relativa paz. Bush Jr. era apenas um executivo desastrado da empresa de papai com veleidades políticas. Ainda podíamos entrar na faculdade de nossos sonhos com perspectivas reais de realização profissional. Os reflexos de anos e anos de descaso dos governos com a educação ainda não se faziam sentir com tanta força como hoje. Até a programação da TV e as músicas que tocavam nas rádios eram mais interessantes. (Uma coisa engraçada: temos hoje o revival dos anos 80 – minha banda, aliás, é dedicada a músicas desse período. Já revisitamos os anos 50, os 60 e os 70. Possivelmente teremos em breve a releitura dos 90. Mas será que teremos algum conteúdo minimamente interessante para ensejar um revival dos anos 2000? Cartas para a redação.). Lembro-me do primeiro trabalho de Projeto que fiz na FAU, que é aplicado até hoje – projetar um estúdio e fazer a maquete. No meu ano teve até um colega que fez a maquete em gesso, porque parecia uma gruta, formas soltas, orgânicas, algo para deixar Gaudí arrepiado. No geral, os projetos eram bonitos, diferentes um do outro. Pouco tempo atrás passei na FAU bem na época da exposição dessas maquetes. Um tédio: quase todas se pareciam, repetindo o que vemos na cidade. A ditadura do pano de vidro e daquele maldito Alucobond.

      Isso não acontece só na arquitetura. Sinto um vácuo geral, uma nostalgia dolorosa, porque não motivada apenas pelo que é antigo, bacana e merece ser relembrado, mas pelo próprio vazio – e pela necessidade de se preencher esse vazio. É um no future sem a explosão e a criatividade punk. Um nada, mesmo. Desse modo é bastante sintomático que uma das figuras mais populares das sacolinhas seja um Homem-Buraco com a cabeça vazia, desenhado de forma bonitinha e atrativa justamente para vender a sacola. É a mesma lógica das “celebridades” fabricadas via mídia e Big Brother: gente bonitinha, malhada mas vazia, sem nada mais consistente a transmitir, mas que acabam servindo de referencial para uma geração inteira sem espírito crítico, porque sofrendo a ausência de uma base intelectual mais consistente ofertada pela família, escolas ou pela mass-media. O recado transmitido por eles é claro: não adianta batalhar e estudar para se realizar na profissão sonhada, hoje só se vence na vida aparecendo num reality-show, lançando uma porcaria qualquer no rádio, jogando futebol ou namorando um jogador de futebol para sair na Playboy ou, com um pouco mais de sorte, casar com ele num castelo francês e vender os direitos de imagem a peso de ouro para uma revista qualquer especializada no star-system.

(continua)

 

 



Escrito por Juliana Guido às 11h51
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O tempora, o mores - continuação

Ainda sou suficientemente otimista para acreditar numa solução, ainda que não a curto prazo. Primeiro, eu faria um programa sério de educação, que é a coisa que mais falta neste País, mais até que a vergonha na cara dos políticos. Mas educação DE VERDADE, com gente competente e seriamente embasada, não a que a escola pública oferece hoje com seus prédios eternamente pichados e arrebentados, às vezes sem carteiras para se sentar, classes superlotadas e com professores desmotivados, alguns “nem aí”. Quando falei no vazio espiritual, não disse que a solução é, necessariamente, a religião. Pelo menos não é a que se oferece hoje, com padrequinhos-showman aeróbicos frequentadores dos programas da Xuxa e do Gugu, nem com as Universais do Reino dos Meus da vida. Não creio na religião como solução absoluta, como minha avó. Ela acha que todo o absurdo de hoje é falta de Deus nas pessoas. Eu digo que é falta não de Deus, mas de ética. Um ateu pode ser ético, mais do que muita gente “religiosa” que conheço por aí. E tudo isso passa pela educação e pela transmissão de valores ensejada por ela – seja uma educação religiosa ou não. Passa por uma completa mudança de mentalidade que enfatiza o respeito DE VERDADE por si mesmo e pelo outro – não aquele usado em logotipos de gestões governamentais para fins eleitoreiros. A educação e a ética são a solução. Através delas uma pessoa pode encontrar motivação e um ideal para sua vida – e assim o vazio é preenchido.

 



Escrito por Juliana Guido às 11h47
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Cuidado, piso molhado... pela prima babona

 

 

 

A Karen dormiu um dia dessa semana por aqui. Ela e Arthur vieram direto para a casa da prima de cabelo vermelho, ouvimos música, batemos papo, recortamos revistas. Foi divertido. Na manhã seguinte, quando voltei do trabalho, encontrei esse desenho da Karen em cima de minha mesa... Olha que graça.



Escrito por Juliana Guido às 11h47
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We are family

 

É, Riva, nós somos uma irmandade. Já tinha sentido isso antes de sexta, mas depois tive certeza. Irmãos também brigam de vez em quando. Mas não quero brigar com vocês, não. Até porque doeu para mim, acredite. De resto, o prazer de cantar com vocês – e de estar com vocês – é o que me faz sair de casa à noite duas vezes por semana moída de cansada, tendo que acordar às 5 da manhã no dia seguinte e deixando meus avós apavorados... Eu quero que a 80s cresça. E quero crescer junto. Contem comigo.

 



Escrito por Juliana Guido às 11h45
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