Nana-o-rama


Exposição Anual de Orquídeas da Vó

 

        Mais um pouco de beleza que desejo dividir com vocês. Minha avó é doida por orquídeas. Fanática, mesmo. Tem um monte, espalhadas em estantes no quintal de casa. Uma mais linda que a outra, porque ela tem dedos verdes... E elas estão em plena floração. Só lamento que o blog não comporte perfumes. Mas as imagens a gente garante!

 

 



Escrito por Juliana Guido às 19h44
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Take a walk on the wild side

 

 

        Finalmente tomei vergonha na cara e comecei a caminhar todo dia ao sair do trabalho. Comprei uma mochila bem bacana para colocar uma troca de roupa e meu tênis e mandei brasa. Da estação Barra Funda do metrô até em casa tem uma hora de caminhada. Comecei ontem e adorei. Engraçado, eu já andei tanto na vida – na verdade, andava a tarde toda quando tinha meus 15, 16 anos, de modo que conheço cada palmo de Sumaré, Pompéia e Perdizes – e depois de entrar na faculdade virei a maior preguiçosa do planeta. Aí só andei quando fiquei sem carro, e, como simplesmente ODEIO ônibus, voltava da USP todos os dias a pé e parei com isso quando comprei meu carro, para nunca mais... Levei bronca de alguns colegas que acham que estou despreparada, aquela coisa do “vai devagar”, ou que eu deveria primeiro chegar em casa, descansar um pouco e daí dar algumas voltas pelo bairro, mas já tentei fazer isso e não me animei, de verdade. Sei que é bitolação minha, mas nesse ponto funciono como aquele coelho que corre atrás da cenoura na ponta da vara. Preciso de um objetivo – no caso, chegar em casa. E assim também me canso de uma vez só, porque depois que chego em casa e tomo meu banho não quero mais nada da vida... That´s the way I like it!

 



Escrito por Juliana Guido às 19h43
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Breve intervenção sobre um cartaz da Polícia Civil

 

 

        (Especialmente válido em um sábado com muito trabalho até depois do horário. Só o bom humor e alguma brincadeira para continuar atendendo bem e tornar a coisa menos chata!)

 



Escrito por Juliana Guido às 19h41
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O japa é pop

     

      (Sugestão de trilha sonora: Groovy is my name, Pizzicato 5)

     Hoje saí do trabalho e fui dar uma volta pela Liberdade, programa dos mais interessantes, que me encanta desde a adolescência, época em que minha mãe tinha um escritório ali por perto. Adoro andar por ali. E gosto mais ainda da estética japonesa. Seja em uma peça de decoração super tradicional ou numa embalagem de balas, o senso de proporção e equilíbrio nipônico é inacreditável. Poderia dizer que qualquer coisa onde um japonês põe a mão é imediatamente candidata a obra de arte. Olha só o pacote de chicletes aí de cima. Uma pequena obra-prima pop que ora divido com vocês. Podem observar que quase todas elas retratam cenas tensas ou de trabalho, algo que tem muito a ver com o espírito workaholic associado à imagem do japonês. Mas ela tem humor, graça e um jogo de cores muito bacana! Não sou mais tão fã de chicletes, nem sei se esse chiclete é de fato bom. Mas a embalagem me chamou imediatamente naquela gôndola da Marukai, convidando-me a uma volta ao Objetivo da Paulista, quando as amigas orientais me presenteavam com os maravilhosos chicletes Marukawa (quatro bolinhas dentro de uma caixinha), certamente esperando que eu desse uma mãozinha com a redação...

     Ah. Também vi esses da Marukawa. As embalagens conservam o design de 1990. Um barato.

 

     Em tempo: esta semana (até sábado) os budistas comemoram o Hanamatsuri, aniversário de Buda Sakhyamuni. Passe lá na Praça da Liberdade, dê um banho de chá nele e peça proteção espiritual e tudo de bom. Bem que estamos precisando. Namastê!

 

 

 



Escrito por Juliana Guido às 19h09
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Não muito em tempo, mas...

Eu sei que isso vai soar oportunista, algo do tipo “só agora que ele morreu você vai falar bem?”. Estive relendo o texto sobre o Papa e acho que não me expressei direito – sorry, Ivo. Só mostrei um lado da coisa: a doença dele e minha insatisfação com a atitude da Igreja, explorando seu sofrimento. Apesar da minha clara discordância ideológica, vejo na história de Karol Wojtyla atitudes grandemente meritórias, como por exemplo estabelecer um diálogo em alto nível e com respeito com líderes de outras religiões – coisa que a Igreja nunca topou, e que alguns membros, como o doce e suave papabile cardeal Ratzinger, não topam até hoje. Não se trancou no Vaticano: viajou o mundo todo, viu as mais diversas realidades. E, quando ainda na Polônia, consta que ajudou a salvar vidas de judeus perseguidos pelo nazismo. Tudo isso o faz merecedor de meu respeito. Karol, fique com Deus.

 

 

 

 

 

PS – O Jabor escreveu uma crônica linda a respeito hoje, no Estadão. Exprimiu de forma incrível o que eu sempre pensei a respeito - e nunca tive verve para escrever. Vale a pena ler.

       

 



Escrito por Juliana Guido às 20h14
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Message in a bottle (1)

“Just a castaway, a island lost at sea

Another lonely day, no one here but me, oh

More loneliness than any man could bear

Rescue me before I fall into despair…”

 

        Esses dias estive pensando como está difícil para as pessoas se entenderem neste mundo louco e massificado. Estamos cada vez mais nos tornando meras pecinhas no gigante sistema produtivo no qual nos imergimos. Peças sem voz. Muitas vezes nos desconcertamos com o contato humano profundo, como um prisioneiro trancado por muito tempo na torre mais alta do castelo que de uma hora para outra vê gente e não sabe mais o que dizer. Ao mesmo tempo tornamo-nos insensíveis, surdos. Desconcertamo-nos com o choro de quem está ao nosso lado. Claro, quando a pessoa ao nosso lado permite-se chorar, apesar do constrangimento e da necessidade de “ser forte”. Como está difícil estabelecer relações consistentes. E pior ainda, como é difícil manter contato com as que já temos, afastados que somos pelo cansaço, pelo trânsito, pela falta de dinheiro que adia viagens e encurta ligações telefônicas, pelo tempo que nos falta para escrever uma carta, e pela preguiça que nos assalta quando sobra um pouco de tempo. E nessa balada nos tornamos cada vez mais sozinhos, cumpridores daqueles versos de Camões que falavam sobre o solitário andar por entre as gentes...

        Um pouco mais de literatura. Érico Veríssimo colocou observações semelhantes às minhas na cabeça de Floriano, personagem de O Arquipélago (última parte de O Tempo e o Vento). Ele falava exatamente sobre essa dificuldade de estabelecer pontes mais sólidas entre ilhas-pessoas. E na dificuldade de manter tais pontes, já que muitas vezes são só pinguelas construídas com a maior dificuldade que se vão com o primeiro deslize como algo dito na hora errada, do jeito errado. Uma atitude impensada, uma brincadeira fora de hora pode arrastar pontes imensas. E ele estava certo, já na época em que escreveu o livro. Hoje, então, as circunstâncias tornam tudo ainda mais difícil. Fechamo-nos, então, em nossa solidão, mesmo tão próximos de outras pessoas. Mais ou menos como morrer de sede por medo de se chegar à fonte.

 

 

 

 



Escrito por Juliana Guido às 19h48
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Message in a bottle (2)

“Walked out this morning, don´t believe what I saw

Hundred billion bottles washed upon the shore

Seems I´m not alone at being alone

Hundred billion castaways looking for a home…”

 

        Pensei também nessa música do Police ao navegar pelo mar internético. Tenho lido muitos blogs, seja de amigos ou não. É impressionante o conteúdo deles. Na maior parte das vezes, mais do que opiniões ou seus últimos feitos, as pessoas desnudam suas almas, mostram sem pudor suas alegrias e, principalmente, suas dores. Grandes dores. Relações não resolvidas. Pontes destruídas. Extrema solidão. De certo modo, um blog, como um post do orkut, é uma mensagem dentro da garrafa jogada todos os dias como um apelo por atenção, admiração – e por que não? – amor. No fim das contas somos bilhões de náufragos procurando por uma casa.

Quem sabe a gente possa ter o necessário resgate, todos os dias. Nada substitui um bom abraço. Não há emoticon que exprima toda a luz do sorriso de uma pessoa querida. Não é que precisemos deixar de escrever num blog, longe disso. Tenho visto textos fantásticos, profundos, bem humorados. Mas é muito bom que a internet se torne a mais divertida e prolífica das bibliotecas – não a única ponte entre as pessoas.

Falando nisso, vou ligar agorinha para uma amiga querida que acabou de passar por uma cirurgia e com quem não consegui falar ontem...

 

PS – Acabei de falar com minha amiga. Ela está com um pouco de dor, o que é natural depois de uma operação na vesícula, mas está legal, falamos sobre as últimas notícias, demos boas risadas.

 

PS2 – Todos os meus amigos blogueiros e orkúticos, sintam-se abraçados. Solidamente e carinhosamente abraçados.

 

PS3 – Monicão, tomei vergonha na cara, deixei a tomada do scanner ligada e fiz o desenho aí de cima antes de escrever o texto. Espero que goste!



Escrito por Juliana Guido às 19h46
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Direto para Conceição do Lindo Rio Araguaia

 

 

Mãe, boa noite. Acabei, agorinha, de receber seu torpedo. Conhecendo o quanto gosta de ler e escrever bem sinto um imenso orgulho em saber que considera meus blogs “uma delícia”. Espero que você possa se divertir tanto lendo quanto eu me divirto produzindo. E saiba que a casa é sua. Querendo, abro espaço para suas crônicas, que também adoro, com o maior prazer. Até porque elas são boas como o arroz da mãe. Saudades. Amo você. 

 



Escrito por Juliana Guido às 19h45
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Para K.

 

Devo confessar que tive um certo estranhamento sábado, até pela situação (algo que, como você mesmo disse em seu blog, palavras não captam) e voltei para casa chateada em ver toda aquela tristeza em seus olhos expressivos. Eles sempre foram meio tristes, mas dessa vez estavam tristes demais. Disse isso e repito: não quero ver você assim. Não sei o que posso fazer por você, mas estou aqui, se precisar. Não sei se tenho todo esse poder, nem se sou a pessoa ideal para isso. Mas caso deseje e ache conveniente você sabe onde me encontrar. Conte comigo.

Sim, podemos nos encontrar de novo. Pena que não achamos um lugar legal para sentar no Mercadão, sábado. Vamos pensar num lugar um pouco mais sossegado, onde possamos bater papo confortavelmente.  

       

Escrito por Juliana Guido às 19h43
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Humor infame (1)

 

(Eu estava louca para fazer essa piada!)



Escrito por Juliana Guido às 09h08
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Humor infame (2)

Quem foi que disse que amor não sustenta?

 

Agradecimento: Mr. Victor (Kia) Knabben, empresário da 80´s In The Box. 

 



Escrito por Juliana Guido às 09h07
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Músicas para um CD depressivo (1)

        Um CD para aqueles dias em que você se sente abaixo do substrato da bactéria do cocô do cavalo do bandido. Por favor, mantenha-se afastado de janelas e estiletes e providencie balde e toalha para a devida catarse emocional.

 

Hurt, Johnny Cash – um violão duro, um piano aos prantos, Johnny com uma voz pé-na-cova. Belíssima.

 

Metade, Adriana Calcanhoto – curiosamente não sou a maior fã dela, mas considero essa música bárbara. Define às mil maravilhas uma sensação muito conhecida nossa. Musicalmente falando, voz e violão caminham na mesma direção – qualidade, aliás, de Adriana.

 

Subterraneans e Heroes, David Bowie – a primeira é instrumental comprida e soturna. Muito moderna, diferente, com cara de trilha sonora de filme de ficção. Fiquei muito pasma em saber que ela foi gravada ainda nos anos 70. Heroes é da mesma época – aliás, período em que o Bowie estava tentando exorcizar alguns demônios que o atormentavam...

 

Changes, Black Sabbath – Ozzy chora alucinadamente. Um lamento só. Linda.

 

Johnny Boy, Gary Moore – curtinha, doce e tristíssima.

 

MLK e Unforgettable Fire, U2 – as duas estão no mesmo disco. Uma é um réquiem a Martin Luther King, mas na verdade pode ser aplicada a qualquer um. Outra contém uma frase linda, uma fortaleza: “and if the mountains should crumble or disappear into the sea, not a tear, no, not I”. Quantas vezes em nossas vidas nos sentimos assim, de tomar uma porrada e ainda buscar se manter em pé, porque de outro modo só nos restaria cavar de vez a cova e deitar ali.

 

Sorry, Tracy Chapman – uma precursora da moda acústica. Linda, linda, linda.

 

How soon is now?, Smiths – talvez a música mais óbvia  para uma coletânea do gênero. Solidão, inadequação, não encontrar o que se queria em nossa busca. Isso é ****, afinal, “I ´m human and I need to be loved just like anybody else does”!

 

Crying in the rain, A-Ha – pop gostosíssimo – eles funcionam muito bem em disco, mil vezes mais que ao vivo, como pude comprovar. Eis um exemplo.

 

Crying, Roy Orbison – Falando em choro... Roy Orbison tinha uma voz sui generis – por si só um lamento, chorosa e extremamente afinada. Gostoso de ouvir.

 

Time e Wish you were here, Pink Floyd – estilos diferentes, a mesma tristeza. Uma é a sensação do tempo que escorreu sem que você se desse conta (e muitas vezes não tenha tomado uma atitude). Outra é um desejo despertado e não realizado, coisa das mais irritantes.

 



Escrito por Juliana Guido às 07h27
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Músicas para um CD depressivo (2)

 

Mmm mmm mmm mmm, Crash Test Dummies – o vocal é tão esquisito quanto o nome – o cara tem aquela voz de caipirão americano. A letra é meio bobinha. Mas a música é interessante!

 

Iris, Goo Goo Dolls – muito linda. Tensa. Doída. É bacana, sim.

 

Fake Plastic Trees, Radiohead – rigorosamente, quase qualquer música do Radiohead poderia entrar numa seleção como essa. Eles são deprês, mesmo. Só que eu adoro Fake Plastic Trees, e ponto final.

 

Turtle Blues, Janis Joplin – Janis dispensa maiores apresentações: é a mulher que ao cantar põe suas tripas, dores e revoltas todas para fora. E essa música é uma mostra dessa pungência. Demais. 

 

Don´t explain, Billie Holiday – Dolorida. Chorada. Maravilhosa. O amor pode ser muito triste, mesmo, ainda que realizado.

 

Calling you, Jevetta Steele – outra que é absolutamente perfeita para a coletânea. Recomendo fortemente!

 

    Claro que não esgotei as possibilidades. Devo ter esquecido um monte de músicas, mas essas funcionam!



Escrito por Juliana Guido às 07h26
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Um Van Gogh rápido



Escrito por Juliana Guido às 07h23
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A música do dia: Everybody Hurts

Essa é uma das minhas preferidas! O REM caprichou com um arranjo muito doce, Michael Stipe imprime emoção em sua interpretação. A música toda é assim. Perfeita para se molhar um  monte de travesseiros, mas sabendo que no fim das contas tudo isso vai passar. Transcrevo abaixo sua letra

 

When the day is long ... and the night
the night is yours alone
when you think you've had enough... of this life, well hang on.

Don't let yourself go
cause everybody cries
and everybody hurts... sometimes.

Sometimes everything is wrong.
Now it's time to sing along.
When your day is night alone (hold on, hold on)
if you feel like letting go (hold on)
when you're sure you've had too much... of this life,well hang on.

´Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts... sometimes.

Don't throw your hand. Oh, no.
Don't throw your hand.
If you feel like you're alone,
no, no, no, you're not alone

If you're on your own... in this life,
the days and nights are long
when you sure you've had too much ... of this life,to hang on.

Well, everybody hurts sometimes, everybody cries.
Sometimes
And everybody hurts ... sometimes.

And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on.
Hold on, hold on. Hold on, hold on. Hold on, hold on.

 



Escrito por Juliana Guido às 07h22
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Breve explicação

Tudo isso porque eu não dormi nada esta noite. Estou com um livro do Bertrand Russell emprestado pelo Fábio, tentei lê-lo ontem antes de dormi e comecei a sentir muito sono. Mas às cinco da manhã eu já estava acesaça, rolando na cama. Que saco! Nada que uma cochilada à tarde não resolva.

 



Escrito por Juliana Guido às 07h21
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Requiescat in pace!

        Finalmente o pobre Karol descansou. Mas não descansarão os sequazes de la Podrida Iglesia Católica, que, como não podem mais exibi-lo pela janela, vão capitalizar sobre seu fantasma, sua imagem, seu cadáver. Em tempo: o Podre Marcelo está, neste exato momento (06:30 da manhã de domingo) rezando uma missa, devidamente transmitida pela Globo, em sufrágio da alma do Papa, e não está diferente de sua habitual aeróbica de Jesus. Aleluia!

 



Escrito por Juliana Guido às 07h21
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